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Long Hair FUE: o cirurgião vê cem por cento do que faz
O Dr. Trivellini explica, em entrevista à Dra. Sara Lea Salas, por que o transplante sem raspar é uma ferramenta de precisão e não uma comodidade.
Conteúdo da aula
Por que operar com o cabelo longo
Nesta entrevista (Dra. Sara Lea Salas, 2025) o Dr. Roberto Trivellini e o Dr. Marcelo Pitchon, os dois pioneiros da técnica com cabelo longo, explicam por que o transplante sem raspar não é uma comodidade para o paciente, mas uma ferramenta de precisão para o cirurgião.
A ideia de transplantar mantendo o cabelo longo nasce em 2004 com o Dr. Pitchon (Belo Horizonte, Brasil). O Dr. Trivellini aperfeiçoou a técnica FUE, até então feita apenas com o cabelo curto, para que fosse possível extrair e implantar com o cabelo longo, sem que o paciente precise raspar a cabeça.
Nas palavras do Dr. Trivellini
É outro universo do transplante capilar. O transplante com o cabelo raspado é muito bom, é a primeira coisa a dizer. Mas quando você faz com o cabelo longo, o cirurgião vê cem por cento do que faz.
O transplante não é apenas colocar cabelo na pele. O cabelo tem que ficar em total harmonia com o restante do cabelo que existe. Se você coloca só na pele e não vê, porque está tudo raspado, às vezes podem ficar áreas como um vale, sem cabelo, e se perde a direção e o ângulo dos fios.
Para ter o transplante feito com a máxima precisão artística, só é possível com o cabelo longo.
O que reter
- Ver o resultado enquanto se faz. Com o cabelo longo o cirurgião confere em tempo real a direção, o ângulo e a densidade de cada enxerto em relação ao cabelo existente.
- A harmonia é o objetivo clínico. Um enxerto tecnicamente correto, mas colocado sem ver o cabelo vizinho, pode deixar "vales" de densidade ou ângulos que não se integram.
- Long Hair FUE é uma técnica, não um truque de marketing. Exige instrumental específico (o punch para cabelo longo do sistema Trivellini) e um fluxo de trabalho diferente do FUE raspado.
- Para o paciente, o benefício é discrição imediata: ele sai do centro cirúrgico com sinais mínimos de ter sido operado.
Fonte
Entrevista publicada no canal da Dra. Sara Lea Salas (YouTube, junho de 2025), transcrita com o TubExperto.
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